Não necessita de rimas o poesia que por dentro inflama.
tambem é necessário poeta deixar de ser.
erros, orgulho, submissão...
tudo aquilo que nos mata e nos joga abismo a dentro...abismo a dentro...
onde a poesia não alcança, onde os sonhos são apenas sonhos...onde não pôdes me ajudar...erro meu aceitar ajuda...erro meu trazer-te aqui...ufaa!!! ainda deu tempo!
que sares a ferida que deixei; que renasça o amor que semeei...
que restaure a vida que vivi...
e com certeza fora do abismo
meu amor... te encontrarei!!!
sim te encontrarei...sim te cuidarei...longe de abismo e submissões...
Até lá fico aqui... aprendendo e errando, num caminho solitário...necessário.
convertendo as dores em força,
carência em revolta...
com mãos nuas cavando o abismo e derribando suas muralhas...me enchendo de lama e cicatrizes...marcas na alma.
para que grande seja acenssão do coração
destruído...do poeta multilado...
do amor esquecido...dos sonhos despedaçados.
E o amor que adormeceu...não morto
despertará.
já vejo a luz e a escuridão não mais me assusta
o cheiro do mar posso sentir e cansado respirar o ar doce da vitoria.
Aqui de cima é tudo tão simples...
só o poeta sabe...
daqui de cima tudo é irrelevante
dores, abismo e mãos quebradas...
daqui de cima vejo tudo com um sorriso solene...te dou um abraço forte, fortalecido, longe de tudo, longe do abismo.
viremos as costas pra tudo...perfeiçao
adultos agora...redençao..
poeta maduro...
que não fará mais poesia inspirada só em solidão.
Renan Alves dos Santos