De que me adianta ter o mar, as luzes do calçadão, conchas,
a areia que já fria do luar que as cobriam...
Se meu coração anseia pela poesia que nunca dita apenas
sentida.
Poesia que toma conta de mim para deixar-me assim, meigo, carente e sobre tudo, um tesão desgraçado.
Poesia que toma conta de mim para deixar-me assim, meigo, carente e sobre tudo, um tesão desgraçado.
De que me adianta deitar-me sobre a fina areia se ao meu
lado tudo que vejo é eco vazio que o vento assovia.
De que me adianta o litoral...
Se tudo que amo esta na capital.
Renan Alves dos Santos (07/05/2012)