segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Quando havia paz

Houve um tempo em que amores eram amores e nos dois éramos um.
O beijo quente que descia de meus lábios tocando os seus, me trouxe naquela hora a poesia que tanto esperava.
"Se isso for errado, acredito que Deus me entenda"
Linda e de branco com seus ombros a amostra e eu me pus a meditar no romance da hora.
Pele macia, quente como o calor da alvorada.
Não posso! É impossível! amar assim no erro de nossas carnes.
Não era possível, mas era mais forte do que eu.
E sem hesitar, levantastes a cabeça sobre meu peito e seus lábios me chamavam.
Doce pecado que me afligia a alma
Preciso desse pecado em minha carne e sua língua em minha boca.

Mas a vida teve inveja e os anjos se assustaram.
Nosso amor foi banido e nosso desejo serenizado
mas não acabará ali.
Há muito papel em branco nesse livro e o dedo de Deus ainda não escreveu o fim.