Venha até aqui, puta sem valor.
Serás minha salvação.
Minha ultima chance depende de ti.
A corda já esta preparada e a garganta rosada esperando pelos hematomas.
Venha tu que é a odiada de minh'alma e salve-me agora.
O banco que me sustenta cairá e as chamas dos que partem de forma, me aguardam.
Salve-me! Pois aquela cuja minh'alma ama não o quis e o frio noturno me atormentou.
Espere! Já posso ver... tarde demais...ele chegou sorridente, com um papel e um pena regada a sangue.
Tarde demais! Que morra puta mal amada... que enfraqueça-lhe os ossos, me encontres para juntos saborearmos a vida perdida e a chamas liquidas que nos entra pelos ouvidos e sai pelas narinas.
Eu aceito... minha sentença mórbida, minha vida sem vida, meu amor desalmado e minha poesia esquecida.
Para quem fica deixo uma lagrima.
Para minha Vitória que já se foi... não me espere... não irei para onde estás!
Não chores, amada irmã, pelas flores que prematuramente secaram-se.
Faz parte da vida desfazer-se.
Também viverei eternamente, mas não contigo.
Olá Cecília, melancólica que como eu agora sofre.
Soframos juntos nossa poesia rica e de amor profundo
temos muito que conversar...
Minha filha não nascida se chamaria por seu nome, Cecília seria poeta também.
Renan Alves dos Santos
09/2012